Sobreviva à competividade do mercado jurídico

Consultor revela que, em 2018, teremos cerca de 1 milhão de profissionais formados em Direito e lutando por um espaço em escritórios

Da Redação | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

 

Visão de negócios e empreendedorismo, hoje, são caminhos essenciais para o sucesso para qualquer negócio. Ocorre que, hoje, só isso não basta. O grande desafio, para este novo profissional, é saber como encarar os desafios de ingressar na carreira e administrar seu escritório ou clínica.

 

No mundo jurídico, por exemplo, existe uma concorrência acirrada para ingressar no mercado e também para sobreviver e montar seu próprio negócio.

 

Na visão de Rodrigo Bertozzi, consultor e pioneiro na gestão de escritórios de advocacia e marketing jurídico no Brasil: “Esse universo cresceu significativamente nos últimos dez anos, ocasionado, entre outros fatores, pela expansão geográfica das grandes corporações, pelos processos de privatização, fusão e aquisição de empresas. Essa transformação trouxe mais oportunidades para advogados, o que culminou também no crescimento do número de universidades e de alunos interessados na carreira, bem como no surgimento de novas áreas”.

 

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Levantamento

O consultor defende essa tese com números. Segundo levantamento da Selem, Bertozzi & Consultores Associados, atualmente, os escritórios brasileiros de advocacia atuam em 48 de áreas, contra 10 áreas em 1990.

 

“Existem novos segmentos, como o Direito do Entretenimento, a área de Infraestrutura, o Biodireito, o Direito Bélico e o Direito das Novas Tecnologias. Vivemos a era da  hiperexpertise. São novas portas que se abrem para profissionais que acompanham as tendências e constroem cenários futuros favoráveis nesse mercado competitivo”, afirma.

 

Bertozzi, que desvenda esses caminhos na recente obra A Nova Reinvenção da Advocacia: A Bíblia da Gestão Legal no Brasil, ressalta que, hoje, existem 835 mil advogados no País.

 

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E a previsão é que este número chegue a 1 milhão em 2018. “Haverá campo de trabalho para todos. Basta que esse profissional trace uma estratégia fora das convencionais e se antecipe às tendências, por meio de muito estudo do mercado e elaboração de um projeto de longo prazo”, diz o consultor.

 

Conhecimento

Outro dado que chama a atenção nesse universo se refere ao número de faculdades na área jurídica: são 1.120 instituições que lecionam Direito no Brasil. “Este número é maior que o número somado de faculdades de Direito de países como EUA, China, Alemanha, Itália e França. Atualmente, são 750 mil estudantes matriculados em Direito no País. Eles precisam de ferramentas e gestão de carreira para se destacar no mercado.”

 

Com o surgimento de novas áreas, aliado ao crescimento de oportunidades em velocidade similar ao aumento de escolas e alunos do Direito, o futuro desenha-se como promissor a quem vai além de se atentar apenas à performance técnica e à qualidade dos serviços prestados.

 

“Será cada vez mais necessário que os escritórios profissionalizem suas estruturas e sua gestão como se fossem verdadeiras empresas, adaptando-se às novas necessidades do mercado, com prudência na seleção de estratégias e implantação de novas formas de administração e comunicação jurídicas”, explica Bertozzi.

 

“Por meio da gestão planejada estrategicamente, será possível a busca pelo desenvolvimento futuro do negócio como um todo, agregando valor aos serviços prestados, de modo que o profissional e o escritório se diferenciem de seus concorrentes e alcancem o sucesso empresarial”, conclui.

 

 

Revista Visão Jurídica Ed. 101

Adaptado do texto “Como sobreviver no competitivo mercado jurídico?”