Transformando advogados em sócios empreendedores

Foco no crescimento

Por Mauro Scheer Luís | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

O mercado da advocacia tem sofrido intensas transformações. Há escritórios que crescem durante as crises e também nos períodos de economia crescente. Há escritórios, entretanto, que patinam, mesmo em tempos de bonança.

O que diferencia esses dois tipos de sociedade de advogados? Não tenho dúvida alguma de que são as pessoas, ou melhor, os profissionais que conduzem esses negócios. São eles que ditam o formato de crescimento do escritório. O que faz de um advogado “comum” um empreendedor? O empreendedorismo é uma habilidade? Essa habilidade nasce com a pessoa, ou é possível desenvolvê-la e aprimorá-la? Estas perguntas já me foram feitas dezenas e dezenas de vezes por sócios de escritórios que não conseguiam gerar multiplicadores em seus negócios.

Segundo a minha ótica, é muito claro que o empreendedor de sucesso precisa ter muitas habilidades. Também é de clareza solar que essas habilidades podem ser desenvolvidas e aprimoradas. Isso não ocorre, no entanto, em qualquer ambiente e com qualquer pessoa. Vejamos:

 

Sobre o ambiente

Estrutura e suporte: o escritório precisa prover toda a estrutura necessária para o aprimoramento dos seus profissionais. Prover estrutura, contudo, não significa prover simplesmente estrutura física. Refiro-me a uma política de treinamento consistente, alinhada à política e à missão da empresa.

Incentivo: só é possível produzir bons resultados, mediante adequado e proporcional incentivo. Um plano de carreira e remuneração realmente instigante podem fazer muito bem esse papel. Nenhum advogado se interessará por trazer novos clientes, se não for adequadamente compensado por isso.

Competitividade: alimentar o ambiente de trabalho com a dose adequada de competição é salutar. Atribuir ganhos melhores aos que entregam melhores resultados – trata-se de um estímulo importante.
Bons exemplos: é essencial que os profissionais possam se espelhar em alguém. Ter outro profissional como exemplo é um ótimo incentivo para a aprendizagem, seja ela do empreendedorismo, seja de qualquer outra habilidade.

Sobre o profissional

Objetivo: cada um tem seus próprios objetivos. E acredite: a maioria das pessoas não tem o objetivo de se tornar um empreendedor. Para alguns, o objetivo essencial (profissionalmente falando) é alcançar uma remuneração que propicie segurança de longo prazo. Se o profissional não tiver objetivos realmente ambiciosos, de nada adianta sonhar em transformá-lo num empreendedor.

Comodismo: há situações em que o conforto e a segurança propiciados pelo “status quo” impedem o surgimento de qualquer ânsia empreendedora. Isso ocorre geralmente com aqueles que já não se mostram com grandes objetivos.
Persistência: se há uma grande habilidade no empreendedor, certamente ela está ligada à persistência, que não pode ser confundida com insistência. O profissional persistente é aquele que, diante de um obstáculo, tenta ultrapassá-lo na busca incessante de seus objetivos primordiais.

 

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*Mauro Scheer Luís é bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana  Mackenzie, com formação em Programação Neurolinguística pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística, consultor especializado em gestão de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos empresariais, diretor da Legal Strategy Consultoria e Treinamento, da Multizoom Corretora de Seguros e presidente do Grupo Smax Empreendimentos.

Visão Jurídica Ed. 88