A importância do orçamento pessoal

Por Anderson Tonnera de Carvalho* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

Executando a ferramenta na prática

O processo prático do orçamento pessoal envolve a escolha de uma ferramenta e a sua adequação às necessidades do indivíduo. É importante ressaltar que existem diversas ferramentas no mercado disponíveis para esse tipo de controle. Neste artigo, será dada como exemplo a utilização de uma planilha em Excel que é possível adaptar e customizar.

Existem muitas planilhas na internet com diversos níveis de complexidade para o acompanhamento do orçamento pessoal. Além disso, existem aplicativos disponíveis para ­smartphones que também ajudam bastante nesse âmbito. Se o indivíduo gosta de ter tudo no controle do seu telefone ou tablet, seguem alguns aplicativos recomendados para exercer esse controle:

  • Finance Desktop
  • Ganância finanças pessoais
  • Hábil
  • Finanças Br-Cofrinho
  • MoneyWise
  • Icontas
  • Finance Mobile

O modelo sugerido neste artigo está disponível em www.andersontonnera.com.br, na parte de “download de ferramentas”. A planilha é composta por quatro abas: Orçamento pessoal, evolução anual, alocação de recursos e análise gráfica. É importante o entendimento da relevância de cada uma delas, conforme será demonstrado a seguir.

a) Orçamento pessoal: É a base dos lançamentos. Nela, constam toda a segmentação de custos que já foi abordada nos artigos anteriores e os meses do ano para lançamentos. A sugestão é que a planilha seja preenchida, pelo menos, uma vez por semana. Dessa forma, é possível acompanhar a evolução dos gastos e entender se está ultrapassando os limites estabelecidos. É importante observar o fim da planilha em que consta o somatório de receitas/despesas/lucro, além do lucro acumulado no ano.

b) Evolução anual: Neste gráfico, são obtidas informações importantes e gerais em relação ao orçamento pessoal. É o resumo de toda a atuação. Nele, você tem o comportamento das receitas totais durante o ano (cor verde), a oscilação das despesas (cor vermelha) e o comportamento do lucro (cor azul). Esse gráfico é importante para a visão geral da situação financeira.

c) Alocação de recursos: Este gráfico é focado em despesas por meio de seu desdobramento. Ele demonstra o percentual gasto com cada categoria de despesas durante todo o ano. Esse gráfico deve auxiliar o indivíduo na tomada de decisão, no que diz respeito a controlar gastos que estão muito fora do estipulado para cada item.

d) Análise gráfica: Trata-se de uma análise de despesas mais criteriosa e pontual. Nestes gráficos, será analisado de forma separada cada grupo de despesas, ou seja, de que forma se chegou ao montante determinado em um grupo.

Exemplo: se foram gastos determinados valores com habitação, no gráfico de análise, estarão demonstrados de que forma se consumiu este valor (aluguel, IPTU, luz, água, gás, condomínio, internet, entre outros).

É importante ressaltar que essa ferramenta tem duas funções predominantes: enxergar a realidade atual do orçamento pessoal e prover dados para possíveis decisões acerca de mudanças na maneira de conduzir o orçamento pessoal. É de grande valia que o preenchimento das informações não seja feito apenas no final do mês como uma forma de registrar o que foi gasto. O foco não é registrar e sim atuar na melhoria da qualidade dos gastos, principalmente no seu controle.

 

Revista Visão Jurídica Ed. 100

Adaptado do texto “A importância do orçamento pessoal”

*Anderson Tonnera de Carvalho é coach, palestrante e escritor. Formado em Administração, pós-graduado em gestão da qualidade e certificado em auditoria interna. Especialista em gestão de empresas familiares e escritor dos livros Como elaborar treinamentos eficazes, Governança corporativa e coautor do livro Coaching – A solução