Os desafios da transformação digital para o mercado jurídico

Por Vanilda Garando* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

Os escritórios jurídicos estão passando por algumas mudanças de conceitos. O perfil conservador com infraestrutura clássica, arquivos físicos cheios de pastas e processos empilhados, que chamavam a atenção de clientes ao associar o volume de dados à movimentação de negócios estão sendo substituído por escritórios com ambientes modernos e com tecnologias aplicadas aos mais diversos processos.

 

 

 

Dados e mais dados

Hoje em dia é difícil compreender que um profissional jurídico tenha que aguardar que um colaborador perca minutos ou horas localizando um documento para fundamentar sua análise e, a partir dela, fazer a sua prescrição jurídica. Em um mercado completamente volúvel, se destacam aqueles que identificam rapidamente um diagnóstico e as ações de remediação baseado em dados consistentes, analisados sob uma visão panorâmica, seja de processos anteriores, artigos, livros, leis, enfim, todas as ferramentas possíveis para validar sua contestação. Com isto, os advogados estão respaldados com a mais potente armas que a categoria pode obter, a informação. E é com esta arma munida de dados relacionados graças a existência de softwares para a transformação digital que conseguem direcionar automaticamente informações digitalizadas para pastas preestabelecidas e digitalmente acessíveis, que os grandes escritórios estão conseguindo vencer os mais difíceis conflitos ao assumirem o desafio da transformação.

Virtualização dos processos judiciais

 

 

Conhecimento

Afirmo que não é mais o tamanho ou capacidade de um scanner ou outro tipo de máquina que titula ele como o mais adequado para um determinado padrão de negócio. Em algumas visitas à conceituadas bancas me bateu um certo sentimento de perplexidade ao notar a aquisição de máquinas gigantes, que, muitas vezes, não atendem a necessidade ou não traz melhorias adequadas para aquele processo. Já acompanhei casos de que a substituição de um grande scanner por um de menor porte, porém com inteligência tecnológica embarcada e valor agregado mais acessível, conseguiria suprir a necessidade e ainda otimizar em 80% um projeto de automação de processos, mas, infelizmente parece que o cliente não recebeu esta orientação. Seria injusto da minha parte atribuir um lapso desta esfera a um determinado setor ou má intenção do fornecedor por não saber a procedência e política interna de cada corporação.

 

Processo Jurídico Eletrônico: entenda

 

Mas, faço o apelo para os escritórios buscarem mais de uma opinião, pesquisarem sobre a inteligência aplicada em cada equipamento, quais benefícios eles trazem para o negócio além da simples captura, liderança no setor e, a partir daí, estabelecer a parceria com base em dados concretos e know how na oferta de transformação digital do negócio.

 

Revista Visão Jurídica Ed. 127

Adaptado do texto “Os desafios da transformação digital para o mercado jurídico”

*Vanilda Garando é diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kodak Alaris para a América Latina.