Criminosos passam a usar tecnologia de ponta para cometer delitos

Por André Alves* | Fotos: Wikimedia / Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras


A relação que temos com a tecnologia tem evoluído constantemente. O fenômeno da Internet das Coisas, por exemplo, fez com que a conexão de indivíduos a roteadores, dispositivos inteligentes e eletrodomésticos, tornasse a rotina de milhares de pessoas muito mais ágil e eficiente.

Do ponto de vista técnico, no entanto, as vulnerabilidades e brechas presentes em softwares, ainda se sobressaem às vantagens adquiridas pela IoT.

Abaixo listo simulações e casos reais de invasões no ambiente conectado, com consequências bastante danosas ao ambiente físico:

Marcapasso

Matar alguém por meio de um dispositivo médico wireless: não é tão fantasioso quanto parece. Por meio do monitoramento remoto, o especialista Barnaby Jack, provou que é possível alterar as configurações do aparelho e programá-lo para a parada de batimentos cardíacos do usuário.

O setor de saúde é, aliás, um dos mais desatualizados no que se diz respeito à preocupação com a segurança cibernética e existem até mesmo hackers especializados em ataques às redes de hospitais.

Em 2016, as redes de computadores do Hollywood Presbyterian Medical Center ficaram paralisadas há mais de uma semana por um ataque de ransomware. A rede e funções que dependiam de computadores, inclusive tomografias computadorizadas, exames de laboratórios, necessidades farmacêuticas e a documentação do hospital de 430 leitos ficaram fora do ar.

 

Bitcoin: chantagem virtual e crime real

Contribuindo para um cenário ainda mais ameaçador, a criptomoeda facilita o trabalho de golpes virtuais. Conhecida como bitcoin, tem transação legal no universo digital. No entanto, o Underground tem aproveitado de vantagens que a moeda virtual pode trazer às transações clandestinas e para compra de drogas e armas.

 

Cibercrime: perigo na internet

 

Um caso recente de sequestro real mostrou que o uso restrito da bitcoin apenas para transações digitais está com os dias contados. Mantendo uma vítima presa em cativeiro, o sequestrador exigia o pagamento via criptomoeda.

A moeda, por oferecer anonimato aos usuários e transações, são mais difíceis de serem rastreadas e não contam com taxas de bancos para transferências. Apesar da prática criminosa, a cotação mostra que a Bitcoin tem se tornado bastante popular: em janeiro de 2016, 1 BTC valia US $ 431,20. Desde então, quase triplicou para US$ 1.076,44.

 

Para conferir mais exemplos garanta a sua revista Visão Jurídica Ed. 132 aqui!

Adaptado do texto “Do crime físico ao cibercrime: um limite cada vez mais tênue”

*André Alves é Conselheiro Técnico da Trend Micro Brasil.